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Kapan Komenta 56 - Os Irmãos Warner Dançam no Céu da Montanha Parada

 

Da última vez, a Netflix estava com a Warner na mão, até que não estava mais.

A Paramount fechou a compra da Warner Bros. Discovery, e a empresa combinada passa a se chamar Skydance.

Ok, não é bem uma fusão, é… outra coisa. E agora dois dos grandes estúdios de Hollywood estão sob o mesmo teto.

Se eu tivesse uma moeda pra cada vez que isso acontecesse… eu teria duas moedas.

Neste episódio eu volto nesse acordo, de onde veio a Skydance, e o que isso significa pra HBO, DC, Nickelodeon e o resto da biblioteca.

Reagindo aos meus curtas: Caçador e O Auto da Compadecida (Especial de 1000 inscritos)


OBRIGADO A TODOS OS MIL INSCRITOS!

Pra comemorar, dei uma olhada no meu passado, onde eu fiz dois curtas no colégio.

Um deles, uma adaptação de um trecho de O Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. Completo com erros de gravação.

O outro, o clássico atemporal do tokusatsu, Caçador.

Vocês não estão preparados.

Rato+ 26: Sociedade Secreta dos Segundos Filhos Reais

 


Sociedade Secreta dos Segundos Filhos Reais é um daqueles originais do Disney+ que, por algum motivo, ainda não foi removido. Em 2020, a Disney anunciou isso como a próxima franquia jovem em que você ia se ver no lugar dos personagens. Tipo Jogos Vorazes, Harry Potter, Percy Jackson. Não é isso.

Todos os clichês cansados estão aqui: princesa punk que é contra a monarquia da família, superpoderes genéticos extremamente mal explicados, e Clube dos Cinco, citado por nome. A idéia, nas mãos certas, daria pra fazer alguma coisa. Mas aqui, nas mãos da Disney dessa época de transição, soa como Disney Channel com orçamento de Disney Channel, lançado como se fosse linha principal.

Ouça e descubra como um filme pode ser uma bagunça e maçante ao mesmo tempo.

Tio Patinhas e a Moedinha do Infinito


Um dos primeiros e mais antigos artigos que eu escrevi aqui pro blog era sobre o Tio Patinhas, sobre a biografia feita por Don Rosa.

Sim, é a biografia de um pato que veste roupas, espanca buldogues que vestem roupas, e foi amigo de Theodore Roosevelt, vigésimo-sexto presidente dos Estados Unidos da América. Você vai negar a existência de Theodore Roosevelt agora? Hein? HEIN?

Continuando, dizer que eu amo o personagem e o que ele representa, e como ele foi importante na minha formação como leitor, criador, comentarista e ser humano, é chover no molhado, e qualquer um que tenha um mínimo de bom senso deveria encher sua vida de mais quadrinhos sobre patos falantes de cartola e polainas.

Não, sério, eu provavelmente aprendi mais sobre História do mundo lendo as aventuras escritas por Barks e Rosa do que na escola.

De fato, uma vez, estava eu em casa numa noite de quarta-feira de 2009, eu estava no computador, distraído, provavelmente procurando algum site de download com episódios de Boukenger que não estivessem no MegaUpload. Nisso, 1 Contra 100 rolando na TV, e Roberto Justus pergunta, "qual a primeira cidade da América a instalar energia elétrica?" e eu respondo sem titubear: Nova York.

O Kapai duvida de mim, e, pra surpresa dele, eu tava certo. "Onde cê viu isso?" "Numa história do Tio Patinhas".
Pior, era uma informação de passagem, nada importante, mas eu tinha lido A Saga do Tio Patinhas tantas vezes que eu já tinha decorado praticamente todos os balões de diálogo.

E uma das coisas que mais me fascinam em quadrinhos Disney é como existem trocentas histórias, mas dificilmente eu consigo lembrar de duas que sejam parecidas, ao passo que em televisão há incontáveis episódios semelhantes entre séries diferentes. Dá pra dizer que as aventuras do velho sovina são até... infinitas.
...
Fiz o trocadilho imbecil, agora podemos ir ao artigo!
...
Eu não dormi hoje, não sei se dá pra perceber.

Kapan Komenta 56 - Tudo sobre a D23 Expo 2026

 

Mais uma vez voltamos com a D23 Expo, citando um monte de nome conhecido pra te fazer relembrar os bons tempos em que a Disney era melhor, nomes novos que prometem te decepcionar, a exaltação de talentos genuínos mas também do puxa-saquismo profissional.

Quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas…

Kapan Komenta 55 - O Fim da Archie Comics

 



Archie Comics tá com o pé na cova.

Em 2022, Jonathan Goldwater (co-dono da editora) pegou um empréstimo de 40 milhões de dólares com a Raven Capital. No meio do caminho teve suicídio, processo, ameaça de leilão da participação dele na empresa e uma briga judicial que ainda está rolando. Eu fui atrás de entender o que diabos aconteceu.

Nesse episódio eu faço um panorama da Archie Comics: o que ela é, como sobreviveu décadas vendendo gibi em supermercado, os crossovers absurdos, a fase Life with Archie, as produções pra TV, o impacto (e o estrago) de Riverdale, e como a editora chegou nesse momento de crise financeira profunda.


Também falo sobre o que a Raven quer fazer com a fatia da empresa e os direitos de personagens secundários (Sabrina, Josie e as Gatinhas etc), e por que não existe um cenário fácil de vitória pra eles agora.

Ouve o episódio depois do break:

Aquela série 3D do Homem-Aranha


Aquela série 3D do Homem-Aranha que a MTV exibiu em 2003 é uma das animações mais esquecidas da era pré-MCU.

Vocês jovens não fazem idéia do que era um mundo pré-MCU.

Quando eu era moleque, haviam quadrinhos de herói pra comprar, mas eles eram muito complexos (dependendo da idade), ou difíceis de achar, dependendo de onde você morava.

A geração anterior à minha tinha acesso a uma enxurrada de títulos, mas o pessoal da minha idade conhecia apenas alguns personagens, seja porcausa do jogo do Homem Aranha de SNES, ou pelo desenho do Batman do Bruce Timm, ou porque ganhou um boneco de camelô da tia, ou pelos jogos de luta, ou se herdaram a coleção de um tio cuja esposa o obrigou a se desfazer porque não queria estar casada com um "crianção", e ao invés de pedir o divórcio, acatou as ordens da patroa e cortou fora suas bolas.

Eu tive a sorte de presenciar um momento de transição, quando super-heróis eram relativamente familiares ao grande público, mas também havia uma certa resistência do mainstream.

Raios, o trailer do primeiro filme de X-Men vendia o filme como uma ficção científica, e fez questão de botar todo mundo num collant preto, porque ninguém levaria a sério um monte de gente colorida trocando sopapo numa história que tentava tratar de temas sérios. O que é isso, Power Rangers?

Digo, já tinhamos alguns filmes de super-herói, mas os filmes do Superman foram decaindo a cada nova adição, tal qual os do Batman... e às vezes você tinha algo como Steel.

Mas o filme que mais ajudou o público normie a receber o conceito de super-herói, definitivamente, foi Homem-Aranha de Sam Raimi. Ele tem momentos de drama e ação com uma camada de galhofa típica de quadrinhos que foram... relativamente bem executados! Relativamente!

E é claro que a Sony/Columbia/Coca-Cola tinham que manter os fãs cativos e novatos entretidos com o personagem até o próximo filme, e além dos jogos tie-in e reprise da série dos anos 90, bancaram uma série animada nova, especificamente pra uma demografia que talvez nunca fosse se aproximar de heróis fantasiados: a MTV.

E... tem mais história por trás disso.

Rato Plus 25 - Flora & Ulysses


Mais um Rato Plus, porque eu lembrei que um monte de filme Day One existe e eu não toquei neles.
Dessa vez, um filme que a maioria das pessoas nem lembra que existe: Flora e Ulysses, original do Disney+ de 2021.

Uma menina cínica salva um esquilo ganha poderes de herói depois de ser engolido por um aspirador e ser ressuscitado via respiração boca a boca.

…é melhor do que eu faço parecer, eu juro.

No episódio eu falo:

  • Como o filme trata o divórcio sem transformar a criança numa amargurada completa
  • O esquilo super-herói e a relação estranha (e divertida) que a menina cria com ele
  • A avalanche de product placement da Disney (DuckTales, Capitão América, Kylo Ren, Toy Story e até PJ Masks)
  • Por que ele parece um filme do Disney Channel com orçamento um pouco maior
  • E a clássica situação Disney+: o filme sumiu da plataforma

É leve, previsível e gostosinho. Do tipo de filme que você coloca numa tarde sem expectativa e no final pensa “poxa, até que foi legal”. Não vai mudar tua vida, mas é um filme genuinamente divertido pra crianças que dá pra ver junto e se divertir junto.

Se você gosta de caçar coisas meio esquecidas da Disney, esse pode surpreender.
Ou não, sei lá. Ouve o podcast depois do break:

Kapan Komenta 54 - Uma Disney, o novo projeto de D'Amaro

A Pixar acabou de fatura quase 1,4 bilhão com Hoppers e Toy Story 5… e no mesmo mês a Disney anuncia a terceira rodada de layoffs do ano, com a Pixar entre as mais atingidas. E segundo o que circulou, o departamento mais afetado foi o de História.

No episódio eu comento:
  • Por que Hoppers (Cara de um Focinho do Outro) fez dinheiro, mas não deixou marca cultural
  • A qualidade irregular dos últimos filmes da Pixar (Helio, Elemental, Turning Red, Luca, Soul, Onward, Toy Story 4…)
  • O que a demissão em massa no departamento de história realmente significa
  • A estratégia “One Disney” do Josh DiMaro e se ela ainda funciona no mundo de 2026
  • A lição esquecida da Touchstone Pictures (filmes baratos com roteiro absurdo de bom)
  • Ideias meio malucas (mas necessárias) pro Disney+: quadrinhos, jogos em Flash e um app que não tente engolir tudo
Ouve depois do break:

Kapan Komenta 53 - Como a Disney Matou Moana em menos de 10 anos

 

A Disney tem um dom especial: ela pega conto de fada clássico, transforma em ouro e depois consegue transformar esse ouro em lixo. Também compra IP boa e consegue desvalorizar mais rápido que o cruzeiro real.

Mas o caso de Moana é outro nível. A Disney não pegou uma história antiga. Ela criou uma IP nova em 2016, fez ela virar um dos maiores sucessos da casa, e mesmo assim conseguiu estragar tudo tão rápido que o remake live-action de 2026 tá sendo tratado como um dos piores que ela já fez.

No episódio de hoje eu explico como e por que isso aconteceu. Por que o filme tá sendo massacrado pela crítica, o que isso revela sobre a estratégia atual da Disney com remakes e se eles conseguiram matar o interesse do público nesse tipo de produção de uma vez só.

Ouve depois do break: