O Legado de Tio Walt - Parte 6: Prestígio
Also, sim, os efeitos visuais na tela verde podem não ter envelhecido muito bem, mas é só um detalhe, o filme realmente te prende pela trama e pelos personagens.
Se ainda não assistiu, assista assim que puder. E caso a Netflix não tenha até o fechamento dessa publicação, quebre as regras e baixe no torrent mesmo.
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| E agora que tu notou que o pessoal da vila tá olhando diretamente pra ti, cê tá desconfortável. Quanto mais olha, pior. De nada. |
E durante MUITO tempo, meio que se faltou isso, eu calculo que lá pelos anos 60 perdeu-se essa idéia de querer competir com outros filmes mais "sérios". Animação é uma mídia, uma ferramenta pra contar histórias, e era assim que Walt pensava e agia como produtor.
Mesmo que o estúdio tivesse história, o senso comum era de que desenhos eram feitos pra vender brinquedos e deixar crianças quietas por uma hora e meia.
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| Aí ela se apaixona por um fursona. |
Tem uns toques pequenos que eu amo, como quando Bela tá lendo um livro e Gaston a chama, e ela fecha o livro com carinho e faz um gesto tipo uma mãe faz pra um bebê dizendo "eu volto já, não chora".
E os backgrounds são LINDOS, pelo amor do Pequeno Urso. Eu amo como a primeira cena referencia a primeira cena de Branca de Neve, ao mesmo tempo em que empurra o conceito aos limites, é sensacional.
Michael Eisner: Pera, isso existiu?
BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM DIAAAA VIETNÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃ!
Sim, eu tenho uma queda por esses backgrounds da Disney.
Uma delas é que Jafar tem a cor de pele ligeiramente mais escura que os heróis Aladdin e Jasmine, o que poderia ser... mensagem subliminar pra racismo? Sei lá, a paleta de cores desse filme é meio zoada, eu não consegui notar.
A outra polêmica é na letra da música de abertura, Arabian Nights. Logo no começo, a música diz "Oh I come from a land, from a faraway place/Where the caravan camels roam. /Where they cut off your ear if they don't like your face,/ it's barbaric, but hey, it's home". O trecho de cortar uma orelha se não vão com sua cara obviamente causou problemas com a comunidade árabe-americana, e em lançamentos futuros (incluindo versões pra Broadway) trocaram pra "Where it's flat and immense/and the heat is intense".
Só que... Isso nos leva a mais problemas.
Primeiro, ouçam a versão original aqui. Notem como embora o tom mude drasticamente, ainda casa bem com a melodia, tu nota que é a mesma voz.
Aliás, não foi Robin Williams, mas Bruce Adler. Robin Williams tinha vários talentos, mas cantar legitimamente bem não era um deles.
Não só o trecho ficou tão destoante e chamativo quanto a verruga daquela mulher de Todo Mundo Odeia o Chris, como tira um dos aspectos básicos do ambiente da história. Mesmo que hoje não exista o hábito de cortar a orelha de alguém por pura desconfiança (debativelmente, já que as tensões na área porcausa de terrorismo ainda existam), a idéia era mostrar como a arábia medieval ERA brutal e como em quase toda aventura fantástica, existia um clima de medo constante.
O que é engraçado porque a versão brasileira menciona "orgias demais" lá na frente, mas a versão redublada, embora tenha o trecho de "imensidão, um calor e exaustão", ele mantém o trecho sobre orgias.
E agora você tem um filme Disney onde Timão menciona a existência de festas com anarquia alcoólica e sexual.
YOU KNOW, A FAAAAAMILY PICTURE!
E embora não seja fundamental pra história... meio que perde um pouco nessa caracterização. É como se tu fizesse um filme sobre a colonização da América e não quisesse falar nos conflitos entre nativos e europeus.
...o que nos leva ao artigo da semana que vem.
Fiquem com essa versão belíssima de Arabian Nights por motivo nenhum exceto que eu amo essa versão que é superior ao desenho.
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| E eu tenho quase certeza que isso é uma referência a um desenho do Pernalonga. Só não lembro qual, mas eu via quando era pivete. |
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4 comments
+Kapan, como de praxe, mais uma grande resenha!
ResponderExcluirObs: eu lembro de assistir o filme do Planeta do Tesouro quando criança em VHS (era um dos meus filmes favoritos) e até hoje, os visuais do filme me impressionam. Quando for falar desse filme, gostaria que detalhasse bastante o por que esse filme foi mal nas bilheterias, mesmo tendo uma premissa interessante. Penso que se esse filme tivesse mais uns 30 minutos, para desenvolver os personagens e a os cenários, talvez a história ficasse um pouco melhor.
Obs 2: um outro filme que eu assistia muito quando criança em VHS era Atlantis: O Reino Perdido e sim, considero um dos filmes mais desvalorizados dos Estúdios Disney, pois, caso fosse feito hoje em live-action, mantendo a coerência da animação, no mínimo seria aclamado por várias pessoas.
Sugestão: comentar sobre o filme Capitão Sky e o Mundo de Amanhã (2004) e todas as possíveis referências que ele faz a época na qual se passa. É diversão garantida mesmo!
Obs 3: seria muito bom se algum dia a Marvel Studios/Comics, a Warner Bros Animation Studios/DC Comics e qualquer outro estúdio de animação pudesse lançar algum longa animado que tivesse mais de 3 horas, adaptando alguma história de um nível mais elevado.
No caso da Marvel Studios/Comics, tenho algumas em mente:
1) Guerras Secretas;
2) Guerra Civil;
3) A Era do Apocalipse;
4) Vingadores vs X-Men;
5) Invasão Secreta.
Já no caso da Warner Bros. Animation Studios, seriam essas:
1) Crise nas Infinitas Terras;
2) Crise Infinita;
3) Crise Final;
4) A Noite Mais Densa;
5) Novos Deuses (versão de Jack Kirby).
Continue com o ótimo trabalho!
Pior que eu vi Planeta do Tesouro só de raspão, algumas vezes que passou no Disney Channel ahueahue Ilha do Tesouro eu só conheço as outras versões da Disney (o live-action e dos Muppets)
ExcluirEu não sei dizer a essa altura porque o filme bombou, mas eu diria que tinha a ver com a concorrência e a Disney não saber como vender o filme. DreamWorks já era um oponente na época, eu imagino que tenha algo a ver.
O pior é que Atlantis é legitimamente bom, mas... veio na época errada, eu acho. Era um filme de sci-fi steampunk, aventura, não era um musical e... provavelmente não era o que o público esperava. O que é irônico, o filme tá dentro do que a Disney costuma fazer, pega histórias conhecidas/lendas/contos de fada e dá seu trato único. Claro que teve filmes fora disso, como Nem que a Vaca Tussa e Zootopia, mas são exceções e ainda tão mais ou menos na definição de "fábula". Uma fábula original, mas ainda assim.
A menos que Nem que a Vaca Tussa seja baseada num livro e eu não conheça.
Also, o plot twist de Atlantis é incrivelmente imbecil, pelo amor de Joseph Campbell.
Pera, eu acho que conheço esse Capitão Sk-AH SIM EU LEMBRO DE TER VISTO UM TRECHO SOLTO NA TV
OBRIGADO EU VOU RESENHAR ASAP
Ok, eu legitimamente ADORARIA ver como RAIOS adaptariam Crise nas Terras Infinitas. Envolve muito contexto dos quadrinhos da época, eu imagino. Sim, eu nunca li, e pelo pouco que sei... Uma minissérie seria mais viável. Adoraria ver também, mas medo de que ficasse muita coisa de fora, ainda assim.
É uma adaptação, alguma coisa vai ter que sair eventualmente.
Ah sim, obrigado por gostar dos artigos!
Excluir+Kapan, acabei de ler a maxi-série (é assim que se chama) Crise nas Infinitas Terras e gostei muito!
ResponderExcluirAs batalhas são épicas mesmo!
Para adaptar essa história para o cinema, há duas formas de fazer:
1) Caso queiram a adaptação o quanto antes, podem fazê-la fora da cronologia dos filmes do Universo Estendido da DC Comics (agora chamado de Mundos da DC), como já foi dito por um site nerd (se não me engano, foi o Legião dos Heróis em uma matéria muito antiga).
2) Agora, caso queiram fazer o filme de maneira mais cuidadosa, precisaria-se de pelo menos 20 anos desenvolvendo o Universo da DC Comics para tal e no meio do caminho, apresentar o conceito de multiverso, fundamental para a concretização da história, fora vários outros personagens que precisariam ser devidamente apresentados para ninguém ficar "boiando".
Em ambos os casos, penso que, para uma adaptação marcante desse arco de quadrinhos, serão necessários pelo menos três filmes de três horas cada, para poder abarcar o máximo de conteúdo (para dar certo, teria que ser uma adaptação com um nível de qualidade e fidelidade autoral igual ou maior do que a trilogia O Senhor dos Anéis, que até hoje é lembrada).
Obs: contudo, adaptar a saga Crise Final, de Grant Morrison, é ainda mais complicada, pois teria que apresentar muitos outros elementos do Universo DC, para daí, fazer uma adaptação decente (a história é confusa e caso você não seja um leitor de quadrinhos das antigas (o leitor raiz), você fica perdido no meio de tanta referência (coitado do Capitão América quando ler essa história), que posteriormente ao término da leitura desse arco de quadrinhos, tive de pesquisar todas as referências para compreender melhor o que se passava na Hq).
Obs 2: Se não me engano, o Zach Snyder, quando estava no comando dos filmes da DC Comics, estava gradualmente conduzindo os filmes para a adaptação desse arco (pesquise no site Screen Rant sobre os planos do Zach Snyder para Liga da Justiça 2 e 3 e você verá).
Obs 3: eu tinha esse filme da Ilha do Tesouro dos Muppets em VHS quando criança e gostava de assistir.
Sugestões:
1) Comentar sobre a extinção das videolocadoras no Brasil (nasci em 1993, logo peguei o finalzinho das fitas VHS e a vida útil dos DVDs, além é claro das videolocadoras) e a falta disso nos dias de hoje;
2) Uma análise breve dos escritores Dr. Seuss (EUA) e Monteiro Lobato (Brasil), sobre os seus estilos de escrita, principais influências literárias, impacto para as crianças de suas respectivas nações e porque um é lembrado até hoje enquanto o outro é esquecido nos seus respectivos países;
3) Considerando os filmes live-action da Disney baseados em suas versões animadas, poderia produzir analisar os filmes lançados até o momento do pior ao melhor? (ex: Malévola, Mogli, Cinderella, A Bela e a Fera, entre outros).
Obs 4: li em alguns sites que a Disney quer fazer versões live-action dos filmes Alladin e Mulan.
No mais, aguardo resposta!