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| Imagem meramente ilustrativa. Eu espero. |
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| "It's not a parody of a spy movie. It is a spy movie. But it's with cars as characters." |
I've made my mistakes
Got nowhere to run
The shit goes on...
Pois é, aquela batida de trens flamejantes dirigida por Tim Burton vai ganhar uma continuação.
Eu não culpo exatamente o Burton pela péssima qualidade do filme. Ele fez o trabalho que lhe foi pedido, visuais góticos e espirais, dirigiu os atores.
...com resultados questionáveis, mas enfim.
O roteiro foi escrito por Linda Woolverton, que trabalhou também em Malévola e O Rei Leão. Se bem que em Rei Leão ela teve dedo no roteiro, teve umas 30 pessoas escrevendo junto.
Enfim, o ponto é: foi um filme ruim. Assim como Malévola. E assim como Malévola, vai ganhar continuação. (Isso se a moça Jolie não se aposentar da atuação antes, mas os planos de continuação estão de pé)
O que é interessante de notar é que esses filmes não se baseiam tanto na venda de brinquedos e produtos licenciados. Pelo menos não como Carros. De alguma forma, o filme teve uma boa resposta do público...-ish.
Minha teoria é que é posto um esforço maior nos visuais (e nomes envolvidos na produção) do que nos roteiros.
Você conhece essas histórias, conhece esses personagens. Então quado se mistura esses elementos conhecidos com coisas novas (mesmo que sejam fora dos personagens), com imagens bonitinhas, você sente-se confortável, mas ao mesmo tempo desafiando sua percepção do que você conhece. Isso, pra quem se impressiona facilmente, distrai do roteiro fraco, sem inspiração, e cheio de buracos argumentais.
Você é seduzido pelos visuais ""realistas"", você sente que tá recebendo mais informação do que realmente recebe, pelas lembranças do material original que o filme toma como referência, e esquece de fazer uma coisa que a massa não costuma fazer: pensar sobre o filme.
Botar nomes conhecidos também ajuda. Tim Burton, Johnny Depp, Angelina Jolie, Disney, James Franco, Mila Kunis, tudo ajuda a vender. Você imediatamente cria uma ligação com aqueles nomes, aqueles conceitos, e sabemos como a primeira impressão conta.
Lembro de estar no cinema e ver o pôster de Up, e imediatamente virar os olhos em desinteresse. Então, vi de relance o nome "Disney - Pixar" e de repente me senti interessado em assistir. Isso por causa do histórico do estúdio, de pegar conceitos comuns, infantis ou bobos e transformar em algo aproveitável, até mesmo de um ponto de vista artístico.
Algo parecido aconteceu quando eu vi o pôster e o teaser de Frozen. Mas, em um plot twist, eu vi o nome Disney atrelado a isso e continuei a achar que não seria lá essas coisas...
E... É um filme bom.
...só isso.
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| "Você conhece as histórias, conhece esses atores, e conhece o ambiente. Agora nos dê seu dinheiro." |
Meu ponto é: existe muita gente que apenas por ter aquele ator conhecido, aquele diretor conhecido, vão tender a achar o filme bom. Sem desmerecer o trabalho dos atores, diretores, etc, mas quando algo no seu âmago está ruim, eles no máximo podem aliviar um pouco.
Por exemplo, Descendentes. É um filme ruim, com problemas já no conceito mais básico que você pode pegar dele. Mas uma das coisas que se salvam é a atuação da Dove Cameron, que não é exatamente boa, mas que é relativamente divertida, não exatamente por ser boa, mas por ser meio fora de lugar. Algo na linha do "tão ruim que é bom".
E isso se aplica a vários filmes e séries que tem um roteiro ou direção fracos, atuações que são tão exageradas ou cartunescamente ruins que acabam sendo boas, divertidas.
Mas nem isso salva um filme quando todo o roteiro é pretensioso demais sem oferecer o que propagandeia.
Dos estúdios e grupos fazendo remakes, reboots, e releituras, eu creio que o mais perigoso seja a Disney. Não me entendam mal, eu adoro a Disney, pelo que ela já fez, mas ultimamente a única coisa que o grupo tem feito é fazer coisas baseadas nas IPs que já tem, adquirir novas IPs, e lucrar horrores sem fazer muito esforço, porque a história deles já garante a sobrevivência deles. Pega os filmes antigos já consagrados, faz umas edição remasterizada com uns extras (em alguns casos aqui no Brasil sem a mesma qualidade ou quantidade de extras das edições originais), cobra o equivalente a uma feira mensal e volta a jogar Candy Crush sem preocupações.
Eu só espero que eles parem de pegar coisas antigas pra dar uma recauchutada, botar nomes conhecidos e esperar o saldo bancário subir. Especialmente com obras consagradas e praticamente perfeitas.
Certo?
CEEERTOOO?
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