"Sh15uya" (lê-se "Shibuya Fifteen") é uma série tokusatsu um pouco diferente. Assim como "Garo", é um tokusatsu alternativo, mas ainda é algo puxado para o drama, não tendo tantos elementos fantasiosos que a série do Cavaleiro Dourado tem.
Foi baseado em um mangá praticamente desconhecido, e foi exibido durante a madrugada da TV Asahi, em 2005. Sendo assim, têm-se uma ideia do clima da série, que é mais sério e voltado a jovens e adultos, com um ambiente mais urbano e temas mais realistas.
A história se passa em Shibuya (que é um bairro comercial de Tokyo), mas uma Shibuya fictícea. Acompanhamos a trajetória de um rapaz desnorteado que acorda em um beco do bairro, e ele cospe um papel escrito "Fuja de Shibuya. Revu.". Ele descobre que há 3 gangues na cidade, que se enfrentam constantemente em busca do controle de áreas do bairro, e que ele faz parte da maior gangue, os Palhands (lê-se "Pal-Hands"), que tem como líder o exagerado Ryuugo.
Para alguns jovens, essa Shibuya é um Paraíso: às vezes trabalham, às vezes estudam (HA!), e às vezes brigam. Mas nem tudo são flores: se você desobedecer as regras (isto é, matar outro membro ou tiver a itenção de matar), você será punido pelo vocalista do Red Hot Chilli Peppers que é incapaz de não falar por meio de metáforas, chamado de Peace. Mas não tema, porque Ema, a manicure que se transforma numa espécie de Justiceira de Armadura, neutraliza Peace.
O garoto está atordoado diante de tudo isso, mas faz amizade com Asagi, líder da gangue rival, Lovegen, que é formada só por garotas. Mas ele parece ter alguma relação anterior com Ema.
É difícil falar dessa série sem dar muitos spoilers. A história, a princípio, parece extremamente confusa, e com várias pontas soltas. Felizmente, boa parte delas são resolvidas, e as que não são, em geral servem para o espectador pensar por si próprio. Mas há sim algumas falhas no roteiro, como alguns personagens que mudam de atitude sem muita explicação.
A narrativa em si é muito interessante. A iluminação das cenas em geral é escura ou fria, com alguma manchas pretas na borda da tela, dando uma impressão de sufocamento, de desnorteação, sensação essa que é diminuída a medida que o protagonista se envolve na história e na guerra de gangues.
A história é envolvente e te faz querer assistir o próximo episódio. Ou pra saber o que vai acontecer com os personagens, ou pra saber os motivos das coisas sem explicação que acontecem, ou ambos. O resultado é que acaba sendo uma espécie de ficção científica que nos faz pensar sobre o sistema educacional tanto de jovens delinquentes como do sistema penal para os mesmos, coisa que não é problema apenas do Japão.
Mas há um problema que eu julgo grande. Em todo episódio, o narrador começa dizendo que é um "mundo virtual". Desde o primeiro episódio temos esse spoiler gigantesco batendo em nossa testa. Sim.
Os personagens secundários que tem maior destaque são mesmo os líderes de gangues, como Ryuugo (Palhands), Asagi (Lovegen) e DJ (Bunkamu), e o dono do estúdio de tatuagem que serve comida, estúdio esse que serve de Zona Neutra das Gangues. Esses personagens, incluindo Ema, funcionam como o Mentor para o protagonista, que, assim como o público, aprende com cada um, um pouco do sistema de Shibuya.
As atuações são boas. O protagonista parece realmente perdido, mas aos poucos adquire confiança de si mesmo e passa de observador para atuante. Como uma criança que se torna um jovem na vida real, aumentando gradualmente as responsabilidades e a confiança. Asagi (interpretada por uma conhecida de quem viu Kamen Rider Kiva, Yuria Haga) muda de personalidade durante a série, e em ambos os casos ela não fica exagerada a ponto de parecer deslocada da série.
Mas eu acredito que o destaque em atuação vá pra Ryuugo. Alguns provavelmente não vão gostar dele, e eu realmente os entendo. Ele é muito caricato e exagerado, mas quer saber? Faz sentido. Ryuugo é o tipo de chefe que possui uma mentalidade de estrategista militar, mas com uma personalidade infantil, que se diverte e aproveita de tudo que seja possível. Ele luta, engana, trapaceia, defende sua gangue, e se diverte ao máximo enquanto faz isso, é como se ele estivesse jogando Zoo Tycoon Dinossaurs e quando o parque estivesse cheio de gente, ele bloqueasse a entrada com as mesas de piquenique e soltasse os dinossauros para vê-los assustar as pessoas, além de pegá-las com a boca e as arremessarem, e tirar todo o proveito disso.
...exemplo um pouco exagerado, mas válido.
As brigas de gangues são espetaculares. Não é bem o tipo de luta que estamos acostumados a ver em tokusatsus normais, tampouco brigas de rua de verdade. É como uma síntese de ambas, são brigas de rua se os envolvidos tivessem mais força e velocidade. E é possível até ver um nível de luta, tendo Peace e Ema acima dos outros, com movimentos mais avançados, mas sem sair no estilo do resto.
O que posso concluir de "Sh15uya"? Provavelmente não vai agradar a todo mundo. Alguns vão achar um pouco confuso, ou vão se incomodar com alguma ou outra coisa; mas outros irão entender a mensagem. Seja de um lado, seja de outro, é uma boa pedida pra quem quer "fugir" um pouco dos tokusatsus convencionais.
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